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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Você pode apanhar por estar de mãos dadas com outra pessoa do mesmo sexo e você não pode ser preso se você é quem bate.



Isso pressupondo o que diz a bancada evangélica do governo (principalmente esta, já que a católica por mais que não apareça com seu nome na polêmica também demoniza quem aceita amar independentemente de um órgão. Seja este físico ou institucional) , 
São estas mesmas pessoas que ao mesmo tempo que fala de deus e proteção á família, fecha as portas e os olhos á violência com que são tratados todos aqueles que buscam sua felicidade dentro da nossa realidade. 
Faz cinco anos que fui a minha primeira parada gay, em São Paulo, e mesmo que na época eu tivesse saído escondida da minha família, mesmo que os amigos mais íntimos ainda me olhassem com certo receio sobre "a fase" a qual eu estava passando, eu tava querendo conseguir uma bandeirinha de plástico de seis cores com escritas em favor da criminalização da homofobia. Não era uma tomada de consciência, era um sinal de que mais bomba viria pela frente, bombas caíram na minha cabeça depois que eu vi aquela Avenida tomada por pessoas alegres pelo simples fato de estar com sua família debaixo do sol.... todos, Papai, Papai e crianças. Mamãe empurrando o carinho e a mais velha no colo da Mamãe. Bombas.... não de gás lacrimogênio (dessa vez não) mas de palavras explosivas embrulhadas dentro das pessoas.  

Este ano pela primeira vez foi colocado na mídia a pauta política e educacional do quanto é necessário respeitar ( dentro do trabalho, das escolas e do poder judiciário) não só a identidade de quem ama fora da heteronormatividade, mas também sua forma de ganhar a vida, sua liberdade de proteger e cuidar de sua família, de seus colegas de trabalho, de amigos, de alunos, seu modo de se colocar com sua imagem social. 

De presente de final de ano nossos célebres e tão bem pagos governantes vai dar para mais de 18 milhões de brasileiros, incluindo eu, a imunidade para quem quiser me espancar, me ofender e desrespeitar só porque eu, como muitos, queremos viver nossa própria identidade. 

   

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